Você já esteve perto de se jogar a um abismo? Você se jogou ou só ficou ali parado por um tempo vendo se havia um final e pensando nas coisas que iriam se seguir sem você presente nesse mundo? Eu sempre estou muito perto de todos os abismos que essa vida construiu para deter nossa alma de viver em paz e em felicidade plena, e eu quase sempre não consigo algo suficientemente seguro para que eu possa me apoiar e eu acabo caindo nesses abismos. Nenhuma dor é igual a outra, e algumas dessas dores doem tanto que já não doem mais, se tornam tão convenientes que você nem se habilita a ser feliz por medo de que outro abismo apareça a sua frente e você caia como um estúpido.
Eu sinto uma dor massacrando meu peito mas ninguém me entende, ninguém me ouve e ninguém quer mais saber, todo mundo tem problemas suficientes pra viver e saber dos meus problemas seria um fardo a mais nas costas dessas pessoas. Essa dor, que quase sempre está presente, me faz crer que tudo que eu vivi até então não valeu muito a pena. Por que dói tanto? Não podia ser algo mais fácil, mais seguro, mais bonito? Tinha que ser logo a pior dor, a maior insegurança e o mais feio de todos? Essa dor contorce minha alma, faz com que ela queira sair desse corpo e não voltar mais. Tentei por muitas vezes tentar libertar minha alma, mas acho que sou egoísta demais até pra isso, fico pensando como seria a vida das pessoas que estavam sempre comigo sem mim, fico pensando na dor que algumas pessoas iriam sentir. Tenho medo de libertar minha alma e não viver em paz, pois sei que se eu a libertar uma unica vez, não haverá volta. Mas penso nisso sempre com muita cautela, analiso muito bem os pôs e os contras e um dia, assim espero, me organizo e me liberto ou permaneço sempre entregue a essa dores.
Não sei não me entregar, não consigo. Sou muito difícil de me apegar a alguma coisa ou a alguma pessoa, porém, quando isso acontece, eu tenho tanto medo de que algo dê errado e estrague tudo, que eu mesma recuou antes mesmo de saber o que estaria ali na frente. E é isso, sofro demais sendo assim e acho que sofreria o mesmo tanto se eu não fosse assim.
Algumas pessoas lutam por um amor ideal, outras lutam pra reconquistar o amor ideal, algumas até lutam para permanecer em um amor ideal. Eu luto pra esquecer os abismos que você criou em minha vida e a falta de lugares para me apoiar, sendo assim, caio sempre... como um pássaro que está no início da aprendizagem de bater asas e caí, sem nenhuma graça ao chão.
9/15/2011
8/31/2011
Lembranças de um agosto fodido.
Todo começo de mês é a mesma coisa: prometo a mim mesma que ei de mudar cada vírgula posta em lugares errados, apagarei cada reticência deixada e colocarei um ponto final em cada etapa concluída para que eu não tenha vontade alguma de voltar a mexe-la. Mas depois é a mesma coisa: tudo igual ao mês anterior. Não me lembro bem há quantos meses me prometi mudar, a dar esses pontos finais em cada reticência deixada ou pôr a vírgula em cada lugar adequado, mas lembro que agosto foi um dos piores meses.
O ano começou há oito(quase nove) meses atrás e as promessas de um novo ano se esvaíram no ar, viraram pó, exatamente como as coisas que eu tenho vivido. Deixei para trás pessoas importantes, papéis legíveis e uma dor que eu costumava sentir diariamente e disso eu não sinto a menor falta. Sinto falta apenas das coisas boas mas não as quero de volta, se for pra passar por mim mais uma vez sem deixar impressões digitais, que não volte nunca.
Agosto chegou ao fim, com ele um mês sombrio e vazio, não muito diferente dos outros meses de três anos pra cá. É sempre a mesma merda, é sempre os mesmo erros, são sempre as mesmas pessoas machucadas, sou eu sempre quem se fode no final.
Setembro, chegue bom e cheio de flores, carregue angústias e dores que agosto me ofereceu, leve embora todos os pensamentos negativos e deixe somente os rastros de uma felicidade inexistente para que eu possa percorrer tal caminho a fim de chegar no tal caminho para as coisas-boas-da-vida. Setembro, chegue calminho, sem reviravoltas, em meias verdades, sem sofrimento e solidão. Chegue limpo, de alma lavada, que chegue bem paciente comigo. Mês oito acabando, e disseram que oito deitado era infinito, pura verdade, a dor que eu senti nesse mês chegou a ser infinita, mas hoje em dia o infinito é tão banalizado que acaba antes do próximo mês, como acabou a minha infinita dor.
Que seja doce!
O ano começou há oito(quase nove) meses atrás e as promessas de um novo ano se esvaíram no ar, viraram pó, exatamente como as coisas que eu tenho vivido. Deixei para trás pessoas importantes, papéis legíveis e uma dor que eu costumava sentir diariamente e disso eu não sinto a menor falta. Sinto falta apenas das coisas boas mas não as quero de volta, se for pra passar por mim mais uma vez sem deixar impressões digitais, que não volte nunca.
Agosto chegou ao fim, com ele um mês sombrio e vazio, não muito diferente dos outros meses de três anos pra cá. É sempre a mesma merda, é sempre os mesmo erros, são sempre as mesmas pessoas machucadas, sou eu sempre quem se fode no final.
Setembro, chegue bom e cheio de flores, carregue angústias e dores que agosto me ofereceu, leve embora todos os pensamentos negativos e deixe somente os rastros de uma felicidade inexistente para que eu possa percorrer tal caminho a fim de chegar no tal caminho para as coisas-boas-da-vida. Setembro, chegue calminho, sem reviravoltas, em meias verdades, sem sofrimento e solidão. Chegue limpo, de alma lavada, que chegue bem paciente comigo. Mês oito acabando, e disseram que oito deitado era infinito, pura verdade, a dor que eu senti nesse mês chegou a ser infinita, mas hoje em dia o infinito é tão banalizado que acaba antes do próximo mês, como acabou a minha infinita dor.
Que seja doce!
8/29/2011
Medo do imprevisível.
Não gosto do imprevisível, o detesto na verdade. Imagina se relacionar com pessoas imprevisíveis? Imagine todos os dias você ter uma surpresa? Nem sempre acordo bem e consigo lidar com surpresas, às vezes me sinto tão insuportável que nem levanto da cama, imagina ter que lidar com o imprevisível de cada amanhecer?
Por essas e outras, gosto de rotinas. Gosto de acordar em um determinado horário, fazer coisas que faço todos os dias, tomar meio litro de café todas as manhãs e sobre-viver da melhor maneira possível. Quando saio da rotina, preciso enfrentar da forma mais positiva possível porque se não, acostumo. Sou fácil de me acostumar com mudanças, gosto delas quando são para o meu bel prazer, fora isso as detesto. Detestava, quando criança, mudar de endereços duas vezes no ano porque eu não era uma criança muito sociável, então, a coisa mais difícil para mim era fazer novas amizades. Sempre fui do tipo de criança que sentava na frente, que não costumava conversar com o colega de trás e nem fazer barulho em aula chata. Nunca fui do tipo de criança que gostava de coisas normais. As meninas da minha turma gostavam de brincar de boneca, de fazer comidinha ou pular corda. Eu gostava de jogar mini-game, fazer palavras cruzadas ou escrever músicas no fundo do caderno. Nunca tive um diário para escrever o meu dia-a-dia, e se tive devo ter usado uma, duas ou três vezes no máximo. Sempre gostei muito de meninos, pra tudo. Meninos eram mais imaginativos que as meninas. Quando fiz amigos verdadeiros, lá para os meus 8 anos de idade, tive que me mudar mais uma vez; foi a deixa mais dolorosa que já senti, devo ter chorado por uma semana inteira até ir para a nova escola. Quando a gente é pequeno e vai para uma escola nova, dá um medo danado. Acho que é porque a gente não sabe quem são as novas pessoas que vamos enfrentar ali diariamente. Depois que me mudei e fui para a tal nova escola, só arranjei três amigas. Todas com mais de 12 anos. E um amigo, que apesar de ser um adolescente, me dizia que gostava de mim. E eu gostava muito de Dragon Ball, então achava que ele gostava de mim o mesmo tanto que eu gostava desse desenho.
E mais uma vez o imprevisível reaparece e muda tudo de lugar, fazendo-me ir para outro lugar, estudar em uma outra escola, conhecer outras pessoas. Acho que me tornei tão anti-social por conta da minha infância "conturbada" na qual eu tinha que mudar de lugar em lugar para minha mãe se adaptar melhor ao emprego. Por falar em emprego, sempre tive uma idéia fixa na cabeça: quando crescer, comprarei uma casa em frente ao mar, um carro bom e morarei sozinha. As pessoas sempre me diziam que eu ia mudar de idéia, que eu ia escolher outro emprego e que tudo que eu dizia quando pequena mudaria quando eu crescesse, e cá estou eu pensando que quando eu me formar vou levar um tempo para conseguir juntar dinheiro para comprar tal casa em frente a praia e o carro bom, mas ainda sim realizarei tal sonho. Não acho que vou realizar tal sonho mais por mim, acho que vou realiza-lo por que as pessoas me diziam que eu não conseguiria, assim como elas fizeram quando eu tentava fazer algo e fracassava. Elas nunca entenderam que não é fracasso se você tentar e não conseguir, fracasso mesmo é não tentar e se dar por vencido antes mesmo de tentar.
Por essas e outras, gosto de rotinas. Gosto de acordar em um determinado horário, fazer coisas que faço todos os dias, tomar meio litro de café todas as manhãs e sobre-viver da melhor maneira possível. Quando saio da rotina, preciso enfrentar da forma mais positiva possível porque se não, acostumo. Sou fácil de me acostumar com mudanças, gosto delas quando são para o meu bel prazer, fora isso as detesto. Detestava, quando criança, mudar de endereços duas vezes no ano porque eu não era uma criança muito sociável, então, a coisa mais difícil para mim era fazer novas amizades. Sempre fui do tipo de criança que sentava na frente, que não costumava conversar com o colega de trás e nem fazer barulho em aula chata. Nunca fui do tipo de criança que gostava de coisas normais. As meninas da minha turma gostavam de brincar de boneca, de fazer comidinha ou pular corda. Eu gostava de jogar mini-game, fazer palavras cruzadas ou escrever músicas no fundo do caderno. Nunca tive um diário para escrever o meu dia-a-dia, e se tive devo ter usado uma, duas ou três vezes no máximo. Sempre gostei muito de meninos, pra tudo. Meninos eram mais imaginativos que as meninas. Quando fiz amigos verdadeiros, lá para os meus 8 anos de idade, tive que me mudar mais uma vez; foi a deixa mais dolorosa que já senti, devo ter chorado por uma semana inteira até ir para a nova escola. Quando a gente é pequeno e vai para uma escola nova, dá um medo danado. Acho que é porque a gente não sabe quem são as novas pessoas que vamos enfrentar ali diariamente. Depois que me mudei e fui para a tal nova escola, só arranjei três amigas. Todas com mais de 12 anos. E um amigo, que apesar de ser um adolescente, me dizia que gostava de mim. E eu gostava muito de Dragon Ball, então achava que ele gostava de mim o mesmo tanto que eu gostava desse desenho.
E mais uma vez o imprevisível reaparece e muda tudo de lugar, fazendo-me ir para outro lugar, estudar em uma outra escola, conhecer outras pessoas. Acho que me tornei tão anti-social por conta da minha infância "conturbada" na qual eu tinha que mudar de lugar em lugar para minha mãe se adaptar melhor ao emprego. Por falar em emprego, sempre tive uma idéia fixa na cabeça: quando crescer, comprarei uma casa em frente ao mar, um carro bom e morarei sozinha. As pessoas sempre me diziam que eu ia mudar de idéia, que eu ia escolher outro emprego e que tudo que eu dizia quando pequena mudaria quando eu crescesse, e cá estou eu pensando que quando eu me formar vou levar um tempo para conseguir juntar dinheiro para comprar tal casa em frente a praia e o carro bom, mas ainda sim realizarei tal sonho. Não acho que vou realizar tal sonho mais por mim, acho que vou realiza-lo por que as pessoas me diziam que eu não conseguiria, assim como elas fizeram quando eu tentava fazer algo e fracassava. Elas nunca entenderam que não é fracasso se você tentar e não conseguir, fracasso mesmo é não tentar e se dar por vencido antes mesmo de tentar.
O sonho dentro do sonho.
Sempre imaginei que a vida que eu levo é um sonho, que a qualquer momento eu vou acordar e todos esses anos já vividos se transformarão em pó. É como se eu dormisse por uma hora e tivesse sonhado por dezesseis anos. Daí eu acordo e não sei onde estou. Tenho outra família, outro nível social, outro círculo de amigos e outro animal de estimação. Imagino isso sempre, mas tenho medo disso. Medo porque apesar dos apesares, gosto muito da vida que levo e de quem sou agora, e no entanto tenho medo de que se eu acordar da minha imaginação posso vim a ser tudo aquilo que eu odeio nas pessoas. Tenho medo de que se acaso eu acordar eu não goste mais das coisas que eu gosto, entende? É um tanto complexo, eu sei, mas muitas pessoas tem essas mesmas imaginações de que sua vida inteira não passou de um sonho e que quando você acordar será outra pessoa e terá outra imagem do mundo. Tenho muito medo, também, de perder as pessoas. Gosto do novo, gosto de coisas novas todos os dias, mas eu não gosto de pessoas. Eu odeio fazer novas amizades quando estou sóbria, me parece um tanto "forçado". Não gosto de social, não gosto da metade das pessoas com quem preciso lidar diariamente mas não as rejeito, o problema na história sou eu por não gostar delas e não delas por me darem motivos para não gosta-las.
Enfim, voltando ao sonho dentro do sonho, me pego pensando se alguém já viveu isso de fato, sabe? Viver uma vida inteira, sentir toda a dor que ela já causou e de repente, PUFF! Acorda como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse conhecido nenhuma daquelas pessoas, se não tivesse todos aqueles vícios que tinha no sonho e o pior: se não tivesse se apaixonado por aquela pessoa. E se tudo que eu vivo for só ilusão, não esqueço que já escrevi sobre isso, talvez quando eu acordar desse sonho eu ache esse blog e leia-o, talvez eu consiga me lembrar de que esse texto foi para não me esquecer de que eu tinha uma vida dentro do meu sonho e que gostava muito dela.
Eu não quero acordar.
Enfim, voltando ao sonho dentro do sonho, me pego pensando se alguém já viveu isso de fato, sabe? Viver uma vida inteira, sentir toda a dor que ela já causou e de repente, PUFF! Acorda como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivesse conhecido nenhuma daquelas pessoas, se não tivesse todos aqueles vícios que tinha no sonho e o pior: se não tivesse se apaixonado por aquela pessoa. E se tudo que eu vivo for só ilusão, não esqueço que já escrevi sobre isso, talvez quando eu acordar desse sonho eu ache esse blog e leia-o, talvez eu consiga me lembrar de que esse texto foi para não me esquecer de que eu tinha uma vida dentro do meu sonho e que gostava muito dela.
Eu não quero acordar.
8/26/2011
E veja só onde que a gente chegou.
Coração, porque? Pra que? Já não bastava as decepções que a vida nos dá? Já não bastava a fila do pão todos os dias de manhã pra enfrentar, o café frio depois de requentar, a casa bagunçada para arrumar? Porque é assim? No decorrer da vida aparece centenas de pessoas boas, legais, simpáticas e honestas querendo penetrar no seu coração mas o mesmo não deixa, ele não as escolhe, ele escolhe logo aquele que machuca, ele se guarda logo para aquele que fica um mês sem ligar, que não te visita e que, geralmente, não se importa, não escreve, só te machuca e só te faz sangrar por dentro.
Não estou reclamando do amor em si, estou reclamando das escolhas que o coração faz porque esse parece criança pequena: sempre fazendo aquilo que não pode, aquilo que machuca. E é uma droga, repito sempre que coração criança é uma droga. Seria muito mais fácil se as pessoas viessem com manual de instrução ou uma placa pendurada no pescoço com aviso de "não se aproxime, causo danos ao seu coração", mas nenhuma pessoa é assim e é bem ao contrário, acho que devem gostar de ver as outras pessoas sofrendo por elas porque só resolvem dar indícios de que não prestam quando as outras pessoas já estão completamente perdidas de amores por elas.
No entanto, acho engraçado essa história porque um dia essas pessoas que "não prestam" acabam se apaixonando por alguém como elas (frias) e então elas começam a passar pelo que passamos quando amávamos ela, começam a sofrer na mesma intensidade que sofremos quando amávamos ela. Então a pessoa que "não presta" se vê tão rejeitada e jogada aos trapos que começam a lembrar de todas as pessoas que já fizeram sofrer e percebem o quanto mesquinhas estavam sendo. Não estou dizendo que é obrigatório corresponder ao amor de qualquer pessoa, só estou dizendo que se você tem alguém que ame você, não o ignore ou deixe-o de lado porque isso machuca mais que tomar um tiro a queima roupa. Mas então, depois de um tempo, os imprestáveis começam a dar a volta por cima, como fizemos depois de tanto tempo se sentindo um trapo e no fim das contas, olha só: criaram um monstro. E olha só: transforam a gente em monstros cruéis sem coração, compaixão ou afeto algum por qualquer pessoa ou coisa... até enquanto o ciclo do amor não correspondido se reinicie.
Não estou reclamando do amor em si, estou reclamando das escolhas que o coração faz porque esse parece criança pequena: sempre fazendo aquilo que não pode, aquilo que machuca. E é uma droga, repito sempre que coração criança é uma droga. Seria muito mais fácil se as pessoas viessem com manual de instrução ou uma placa pendurada no pescoço com aviso de "não se aproxime, causo danos ao seu coração", mas nenhuma pessoa é assim e é bem ao contrário, acho que devem gostar de ver as outras pessoas sofrendo por elas porque só resolvem dar indícios de que não prestam quando as outras pessoas já estão completamente perdidas de amores por elas.
No entanto, acho engraçado essa história porque um dia essas pessoas que "não prestam" acabam se apaixonando por alguém como elas (frias) e então elas começam a passar pelo que passamos quando amávamos ela, começam a sofrer na mesma intensidade que sofremos quando amávamos ela. Então a pessoa que "não presta" se vê tão rejeitada e jogada aos trapos que começam a lembrar de todas as pessoas que já fizeram sofrer e percebem o quanto mesquinhas estavam sendo. Não estou dizendo que é obrigatório corresponder ao amor de qualquer pessoa, só estou dizendo que se você tem alguém que ame você, não o ignore ou deixe-o de lado porque isso machuca mais que tomar um tiro a queima roupa. Mas então, depois de um tempo, os imprestáveis começam a dar a volta por cima, como fizemos depois de tanto tempo se sentindo um trapo e no fim das contas, olha só: criaram um monstro. E olha só: transforam a gente em monstros cruéis sem coração, compaixão ou afeto algum por qualquer pessoa ou coisa... até enquanto o ciclo do amor não correspondido se reinicie.
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