Tenho um péssimo modo de viver. Vivo sofrendo antecipadamente por tudo. Quando vejo que algo bom está acontecendo em minha vida tendo a ficar neurótica e insegura apenas pelo bel prazer de me ver ficar em carne viva sem motivo algum e assim, de fato, acabo mesmo estragando tudo e sempre acabo culpado o destino, a trilha sonora, o dia começado pelo pé esquerdo e sempre me esqueço que isso não terá fim enquanto eu não conseguir me libertar de tanto pessimismo. Olha, eu não era assim. Eu era alguém legal que não bebia, não fumava e conversava bastante com muitas pessoas. Eu tinha amigos e era bastante feliz. Acho que quando a gente sai do nosso mundo de fantasias que chamamos de infância - ou inocência - o mundo explode. Tudo tende a ser errado agora. E por ser errado é que nós queremos ir lá e mostrar o quanto somos "cool" e fazer.
Depois que se dá o primeiro passo para o amor, a gente nunca volta a ser como antes. Sei lá, sempre achei que amadureci muito depois dos doze anos mas hoje vejo o quanto sou imatura pra tantas coisas. Um bom exemplo de imaturidade minha é o convívio com ele. Sou fria, sou quieta, caladíssima, um poço de fineza e educação, a garota perfeita. Enquanto para o resto do mundo sou a que não para de falar, a que é a "mãe" de todos com aqueles conselhos que todo mundo já cansou de ouvir. Acho isso meio imaturidade, sabe? Você não se mostrar, de fato, como é com o resto do mundo.
Acho sempre que algo bom vai acontecer quando algo ruim passar. E é claro que isso já aconteceu centenas de vezes só que eu, tola, caio de joelhos em cima de qualquer coisa boa que possa me acontecer e esmago sem dó. Queria eu ser feita de pensamentos positivos todo o tempo, assim eu nunca teria que esconder quem eu realmente sou pra você com medo de que uma palavra dita seja a sua deixa para ir embora de vez da minha vida.
7/11/2011
O eterno clichê.
- O amor é clichê. - Pensou Thomas enquanto tomava café ao embalo de uma discussão com sua amada Victória. - O amor é uma porra de clichê sem fim. A gente dá tudo. Tudo o que pode e sempre tenta dar mais do que não e acaba com a cara na privada vomitando tudo que bebeu e comeu na noite anterior. Amar é pecado. É uma droga. - Disse ele enquanto Victória recolhia os pratos da mesa de mármore que ela fez questão de gastar um salário inteiro para compra-lá por puro prazer. Ou luxo. Ou os dois. Vai saber. Mulher tem cada uma.
- Então quer dizer que você está cansado de me amar. De amar o relacionamento e ser disposto a mim enquanto posso estar disposta a você? - Perguntou ela com tom de acusação enquanto colocava os pratos na pia e secava as mãos molhadas por conta do suco de laranja derramado na mesa. E o motivo do começo de mais uma briga na semana. - Então é só em você que você pensa? Dou um duro danado pra ser feliz e te fazer feliz e quase sempre não é o bastante pra você.
- Me fazer feliz? Em primeiro lugar você nunca soube o que era ser feliz. Te encontrei pela primeira vez no banheiro de um bar vomitando tudo e cheirando até as paredes. Isso é felicidade? - Perguntou Thomas com um tom rouco.
- Depois disso, me diz, quantas vezes tu me viu fazendo merda? Nenhuma. Olha, eu virei dona de casa, eu arranjei um emprego e voltei pra faculdade. Estou tentando ser boa pra você e pra nós mas isso nunca é o suficiente. - Victória agora se apoiava na quina do balcão também composto por mármore e também comprado com um salário inteiro, mas do mês anterior.
- Não sei nem ao certo porque estamos brigando. - Thomas enfim suspirou.
- Por que a gente se ama. Quem ama muito tende a brigar mais. E é isso. A gente ainda tem uma porção de brigas pra serem debatidas e nós nem sabemos. - Victória também suspirou.
- Isso tudo foi porque eu deixei cair suco de laranja na mesa nova. - Ele riu.
- É, tudo isso por isso. Mas isso me irrita, tu sabe. - Ela sorriu.
- É, sei sim.
- Quer outro copo de suco de laranja? - Victória encolheu os ombros.
- Só se você me acompanhar. - Ele levantou uma sobrancelha e sorriu.
- Acompanho!
- ... Lá no quarto. Na cama! - Ele mordeu o lábio.
- É só em sexo que você pensa?
- Na maior parte do tempo, sim. - Thomas riu.
- Eu não quero fazer sexo agora. Eu acabei de tomar café da manhã.
- Bom horário pra se começar a fazer.
- Você é tão abusado.
- O amor, às vezes, tende a nos deixar mais abusados. - Disse Thomas levantando da mesa e entrelaçando os braços em volta da cintura de Victória enquanto beijava seu pescoço e apertava o corpo dela contra o seu.
- Então quer dizer que você está cansado de me amar. De amar o relacionamento e ser disposto a mim enquanto posso estar disposta a você? - Perguntou ela com tom de acusação enquanto colocava os pratos na pia e secava as mãos molhadas por conta do suco de laranja derramado na mesa. E o motivo do começo de mais uma briga na semana. - Então é só em você que você pensa? Dou um duro danado pra ser feliz e te fazer feliz e quase sempre não é o bastante pra você.
- Me fazer feliz? Em primeiro lugar você nunca soube o que era ser feliz. Te encontrei pela primeira vez no banheiro de um bar vomitando tudo e cheirando até as paredes. Isso é felicidade? - Perguntou Thomas com um tom rouco.
- Depois disso, me diz, quantas vezes tu me viu fazendo merda? Nenhuma. Olha, eu virei dona de casa, eu arranjei um emprego e voltei pra faculdade. Estou tentando ser boa pra você e pra nós mas isso nunca é o suficiente. - Victória agora se apoiava na quina do balcão também composto por mármore e também comprado com um salário inteiro, mas do mês anterior.
- Não sei nem ao certo porque estamos brigando. - Thomas enfim suspirou.
- Por que a gente se ama. Quem ama muito tende a brigar mais. E é isso. A gente ainda tem uma porção de brigas pra serem debatidas e nós nem sabemos. - Victória também suspirou.
- Isso tudo foi porque eu deixei cair suco de laranja na mesa nova. - Ele riu.
- É, tudo isso por isso. Mas isso me irrita, tu sabe. - Ela sorriu.
- É, sei sim.
- Quer outro copo de suco de laranja? - Victória encolheu os ombros.
- Só se você me acompanhar. - Ele levantou uma sobrancelha e sorriu.
- Acompanho!
- ... Lá no quarto. Na cama! - Ele mordeu o lábio.
- É só em sexo que você pensa?
- Na maior parte do tempo, sim. - Thomas riu.
- Eu não quero fazer sexo agora. Eu acabei de tomar café da manhã.
- Bom horário pra se começar a fazer.
- Você é tão abusado.
- O amor, às vezes, tende a nos deixar mais abusados. - Disse Thomas levantando da mesa e entrelaçando os braços em volta da cintura de Victória enquanto beijava seu pescoço e apertava o corpo dela contra o seu.
7/10/2011
Uma prisão.
Estou presa a uma casa sem vida onde verdades não são bem vindas e omissões são sempre o prato do dia, onde eu não consigo contar estrelas e nem ser seguida pela lua. Estou presa a coisas antigas, a maços de cigarros já acabados, a cheiro de incenso de alecrim. Estou aprisionada aos meus próprios pensamentos vazios, aprisionada ao meu coração que nunca sabe ao certo por quem pulsar. Estou presa a centenas de coisas que destroem a cada dia um pouco mais a mim mesma, mas enquanto você vier me ver, tanto nos dias ensolarados como nos dias acinzentados, eu vou superando esse tormento que é ser livre e não conseguir levantar pouso, ser livre e ter tuas asas cortadas pelas decepções da vida das quais não te deixam esquecer das tuas dores.
Desde que você entrou - ou reentrou - na minha vida tens mexido dentro-dentro de mim, se é que isso é possível. E sabe o que é impressionante em tudo isso? Tu não escuta meu silêncio. Logo esse meu silêncio que todo mundo diz que é mais alto que um tiro. E tu não ler o meu olhar. Tu não entende o momento. Tu não pega na minha face febril e tenta ler meus olhos. Tu não marca. Não me marca. Tu não permanece, tu some. É por isso mesmo que eu nunca sei se estou presa ou livre, se posso ou não saltar do alto da montanha sem me preocupar, se estou ou não com teu olhar sobre as minhas costas.
Eu era bastante acostumada a esses amores incertos, a amores que nada são, que não marcam, que fazem nós que são facies de desatarem, mas desde que tu (re)entrou na minha vida, tenho um medo absurdo dessa coisa de amar sem saber o que tem na outra ponta. Sempre me disseram que pra a gente seguir em frente não precisamos ver todo o caminho, basta apenas ver o próximo lugar onde você vai pisar e daí, com isso, tu pode seguir muito bem por muito tempo dessa forma. Sempre achei uma mentira que inventaram pra não fazer as pessoas desistirem rápido demais dos seus objetivos. Desde que eu passei a amar - com o coração e com o cérebro - eu preciso ver muito mais do que o próximo passo. Eu preciso ver toda a estrada ou pelo menos a metade dela. Não quero ir andando no escuro e cair sem graça em um abismo.
Não queria te dizer abertamente com essas palavras tolas que todo ser humano já pensou em dizer mas estou presa a tudo que tem você. Estou permanentemente presa aos teus olhos, aos teus lábios, ao teu sorriso, ao teu linguajar, a tua voz. Acho que estou em uma findável prisão perpétua de você, onde fugir não é uma boa saída. Mas não se sinta macho demais. Sou fêmea mas sou de fibra. No dia que eu pôr minhas asas, voarei. E então, adeus prisão perpétua. Adeus você.
Desde que você entrou - ou reentrou - na minha vida tens mexido dentro-dentro de mim, se é que isso é possível. E sabe o que é impressionante em tudo isso? Tu não escuta meu silêncio. Logo esse meu silêncio que todo mundo diz que é mais alto que um tiro. E tu não ler o meu olhar. Tu não entende o momento. Tu não pega na minha face febril e tenta ler meus olhos. Tu não marca. Não me marca. Tu não permanece, tu some. É por isso mesmo que eu nunca sei se estou presa ou livre, se posso ou não saltar do alto da montanha sem me preocupar, se estou ou não com teu olhar sobre as minhas costas.
Eu era bastante acostumada a esses amores incertos, a amores que nada são, que não marcam, que fazem nós que são facies de desatarem, mas desde que tu (re)entrou na minha vida, tenho um medo absurdo dessa coisa de amar sem saber o que tem na outra ponta. Sempre me disseram que pra a gente seguir em frente não precisamos ver todo o caminho, basta apenas ver o próximo lugar onde você vai pisar e daí, com isso, tu pode seguir muito bem por muito tempo dessa forma. Sempre achei uma mentira que inventaram pra não fazer as pessoas desistirem rápido demais dos seus objetivos. Desde que eu passei a amar - com o coração e com o cérebro - eu preciso ver muito mais do que o próximo passo. Eu preciso ver toda a estrada ou pelo menos a metade dela. Não quero ir andando no escuro e cair sem graça em um abismo.
Não queria te dizer abertamente com essas palavras tolas que todo ser humano já pensou em dizer mas estou presa a tudo que tem você. Estou permanentemente presa aos teus olhos, aos teus lábios, ao teu sorriso, ao teu linguajar, a tua voz. Acho que estou em uma findável prisão perpétua de você, onde fugir não é uma boa saída. Mas não se sinta macho demais. Sou fêmea mas sou de fibra. No dia que eu pôr minhas asas, voarei. E então, adeus prisão perpétua. Adeus você.
Gira-mundo. Gira-em-torno-de-você.
Mais um domingo frio. Mais um dia sem você ao meu lado.
Gostava mais de mim quando não gostava de ninguém. Ai tu me (re)aparece e me faz ficar perdida nas tuas curvas, nos teus lábios, no teu sorriso, nos teus sinais, na tua tatuagem que lhe cobre as costas. E eu já estava perdida antes de você (re)aparecer. Tua chegada só fez eu me perder um pouco mais. E olha, te juro: se eu sofrer mais uma desilusão viro freira, puta ou lésbica. Não aguento mais essas dores no coração, na cabeça e no estômago por conta de um babaca que nunca sabe pegar a porra do sentimento, bater no liquidificador e me serve uma porção numa xícara italiana.
Geralmente eu confundo amor com café. Ou com cigarros. Sempre acho que estão interligados. Textos também. É isso mesmo. Escrever, tomar um café, fumar um cigarro e amar são coisas velhas. Eu adoro coisas velhas. Me sinto cult pondo isso em prática. Mas eu gosto, de verdade. Não porque é moda ou porque tu gosta, também. Eu sempre gostei antes mesmo de tu entrar na minha vida e isso faz um tempão, moço.
Então era isso aí: eu era legal, eu era cult, eu era até bonitinha e inteligente comparada as moças da minha idade mas isso não te importava. Não estavas nem aí.
Não ligava depois que chegava em casa após ter me deixado na minha. Não ligava pra fingir saudade. Não fingia ciumes. Era carinhoso e romântico quando ninguém estava por perto mas não era do tipo que se declarava. Nunca falamos sobre amor. Eu não dou o braço a torcer e ele não sente nada além de prazer comigo.
Me pergunto que diabos eu tenho na cabeça pra continuar com essa coisa sem nome que eu me pus a viver ao teu lado. Não sei, nem sei se tu também sabe. Só sei que no momento é bom. Bom mesmo,sabe? Bom pra caralho. Mas é só tu dobrar a esquina levando teu cheiro e tuas digitais pra longe de mim que eu começo a pensar no quanto eu sou tola, estúpida e como é que eu me apaixonei por alguém sem tão coração como você.
Sei não, acho que nós, mulheres, temos esse eterno defeito de se deixar levar pelo momento e morrer de culpa a noite quando põe o pijama e se põe a dormir. É tão clichê que é da mesma forma sempre e ninguém percebe. Só não é a mesma dor. Nunca é. A dor de cada um é a dor de cada um. Não tem isso de que eu sofri mais que você. Tem não, meu caro. Dor é dor, não importa.
Me fale sobre a sua dor quando você começar a sangrar, enquanto isso continue vivendo como eu estou fazendo. Se não houver sangue derramado na sua alma, você ainda nem começou a sofrer.
Gostava mais de mim quando não gostava de ninguém. Ai tu me (re)aparece e me faz ficar perdida nas tuas curvas, nos teus lábios, no teu sorriso, nos teus sinais, na tua tatuagem que lhe cobre as costas. E eu já estava perdida antes de você (re)aparecer. Tua chegada só fez eu me perder um pouco mais. E olha, te juro: se eu sofrer mais uma desilusão viro freira, puta ou lésbica. Não aguento mais essas dores no coração, na cabeça e no estômago por conta de um babaca que nunca sabe pegar a porra do sentimento, bater no liquidificador e me serve uma porção numa xícara italiana.
Geralmente eu confundo amor com café. Ou com cigarros. Sempre acho que estão interligados. Textos também. É isso mesmo. Escrever, tomar um café, fumar um cigarro e amar são coisas velhas. Eu adoro coisas velhas. Me sinto cult pondo isso em prática. Mas eu gosto, de verdade. Não porque é moda ou porque tu gosta, também. Eu sempre gostei antes mesmo de tu entrar na minha vida e isso faz um tempão, moço.
Então era isso aí: eu era legal, eu era cult, eu era até bonitinha e inteligente comparada as moças da minha idade mas isso não te importava. Não estavas nem aí.
Não ligava depois que chegava em casa após ter me deixado na minha. Não ligava pra fingir saudade. Não fingia ciumes. Era carinhoso e romântico quando ninguém estava por perto mas não era do tipo que se declarava. Nunca falamos sobre amor. Eu não dou o braço a torcer e ele não sente nada além de prazer comigo.
Me pergunto que diabos eu tenho na cabeça pra continuar com essa coisa sem nome que eu me pus a viver ao teu lado. Não sei, nem sei se tu também sabe. Só sei que no momento é bom. Bom mesmo,sabe? Bom pra caralho. Mas é só tu dobrar a esquina levando teu cheiro e tuas digitais pra longe de mim que eu começo a pensar no quanto eu sou tola, estúpida e como é que eu me apaixonei por alguém sem tão coração como você.
Sei não, acho que nós, mulheres, temos esse eterno defeito de se deixar levar pelo momento e morrer de culpa a noite quando põe o pijama e se põe a dormir. É tão clichê que é da mesma forma sempre e ninguém percebe. Só não é a mesma dor. Nunca é. A dor de cada um é a dor de cada um. Não tem isso de que eu sofri mais que você. Tem não, meu caro. Dor é dor, não importa.
Me fale sobre a sua dor quando você começar a sangrar, enquanto isso continue vivendo como eu estou fazendo. Se não houver sangue derramado na sua alma, você ainda nem começou a sofrer.
7/06/2011
Evento Cósmico.
Existem vários tipos de acidentes. Inclusive os acidentes que nunca aconteceram e não passam de ficção. Esses tipos, os que não acontecem, somos nós. Eramos pra ter explodido e iniciado um acidente cósmico do qual prejudicaria uma nação e, quem sabe, toda humanidade. Eramos pra despertar dos outros aquela dor no peito por nunca sentir algo tão forte como o que estávamos sentindo naquele momento. Eramos, de fato, um evento muito bonito de longe mas de perto muito tumultuado.
Nós somos feitos das sobras que o amor nos deu. Bom, eu ao menos continuo alimentando a alma dos restos que você tem me dado durante esse tempo e não reclamo jamais pois tudo se isso é tudo o que podes me dar, aceito sem pestanejar ou fazer cara feia. Aceito de braços abertos e com um sorriso nos lábios quando me dar os restos do teu carinho.
Por muito tempo eu achava que poderia sobreviver de restos de sentimentos, desses sentimentos que um dia tivera por mim mas se esgotou com tanta falta de graça e amor em excesso, sem descanso, e eu continuava achando sempre que esse amor-reciclado que me dava era o começo de um amor-novinho-em-folha e, por isso, sempre estava disposta a continuar ao teu lado nos momentos críticos da vida.
A gente, aos poucos, vai se dando conta que precisa mais do que sobras para sobreviver. A gente precisa, de fato, de um coração novo e de um novo amor. De pessoas novas, abraços sinceros e sorrisos verdadeiros. A gente precisa de paz interior e de uma pitada de calor humano para nos conduzir a emplacar o nosso tal evento cósmico.
Quando tudo é novo, e tudo pra mim tem sido novo agora, tudo fica meio perdido e os olhos não cansam de procurar alguma coisa antiga para confortar o próprio ser e dizer que tudo estar ou há de ficar bem, nem sempre a gente encontra e quando isso não acontece a gente segue, a gente acha as coisas novas mais interessantes do que as antigas, a gente cansa de migalhas, a gente cansa de cara virada por um mero nada, a gente casa de sobreviver do amor-reciclado e parte para o amor-novinho-em-folha.
O evento cósmico acontece poucas vezes na vida de alguém, ou talvez até nenhuma, mas quando acontece é o evento mais esperado da temporada. Muitos vão admirar e dizer o quanto é glorioso para eles ver algo tão singelo, outros vão criticar e tentar arrebatar tal acidente mas apenas uma pessoa pode deixar que melhorem ou estraguem de vez o seu evento e essa pessoa é única. É apenas e somente: você mesmo
Nós somos feitos das sobras que o amor nos deu. Bom, eu ao menos continuo alimentando a alma dos restos que você tem me dado durante esse tempo e não reclamo jamais pois tudo se isso é tudo o que podes me dar, aceito sem pestanejar ou fazer cara feia. Aceito de braços abertos e com um sorriso nos lábios quando me dar os restos do teu carinho.
Por muito tempo eu achava que poderia sobreviver de restos de sentimentos, desses sentimentos que um dia tivera por mim mas se esgotou com tanta falta de graça e amor em excesso, sem descanso, e eu continuava achando sempre que esse amor-reciclado que me dava era o começo de um amor-novinho-em-folha e, por isso, sempre estava disposta a continuar ao teu lado nos momentos críticos da vida.
A gente, aos poucos, vai se dando conta que precisa mais do que sobras para sobreviver. A gente precisa, de fato, de um coração novo e de um novo amor. De pessoas novas, abraços sinceros e sorrisos verdadeiros. A gente precisa de paz interior e de uma pitada de calor humano para nos conduzir a emplacar o nosso tal evento cósmico.
Quando tudo é novo, e tudo pra mim tem sido novo agora, tudo fica meio perdido e os olhos não cansam de procurar alguma coisa antiga para confortar o próprio ser e dizer que tudo estar ou há de ficar bem, nem sempre a gente encontra e quando isso não acontece a gente segue, a gente acha as coisas novas mais interessantes do que as antigas, a gente cansa de migalhas, a gente cansa de cara virada por um mero nada, a gente casa de sobreviver do amor-reciclado e parte para o amor-novinho-em-folha.
O evento cósmico acontece poucas vezes na vida de alguém, ou talvez até nenhuma, mas quando acontece é o evento mais esperado da temporada. Muitos vão admirar e dizer o quanto é glorioso para eles ver algo tão singelo, outros vão criticar e tentar arrebatar tal acidente mas apenas uma pessoa pode deixar que melhorem ou estraguem de vez o seu evento e essa pessoa é única. É apenas e somente: você mesmo
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